Projeto “Cidade Que Fala” dá voz a 21 estátuas e monumentos em SP usando QR Code

Se as estátuas, edifícios e monumentos paulistanos pudessem falar, o que nos contariam?

A resposta a esta questão de certa forma inusitada é o que norteia Cidade Que Fala, um projeto que pretende revelar aspectos importantes da narrativa histórica por meio de personagens reais e construções fundamentais.

Áudios interpretados por atores e atrizes mostrarão como foi a vida de pessoas que desempenharam papéis importantes na formação da maior metrópole do hemisfério sul. Da mesma forma, descreverão diferentes aspectos do cotidiano de períodos fundamentais na formação do município paulistano.

Cidade Que Fala disponibiliza, de forma gratuita, conteúdos sobre a vida de personagens retratados em estátuas, ou relacionados a monumentos e edifícios de reconhecida importância para o desenvolvimento histórico e cultural do Brasil e do Município.

As informações foram interpretadas por rádio atores e atrizes que, no papel dos personagens, contam histórias reais na primeira pessoa e assim descrevem como se viveu o cotidiano na cidade de São Paulo em diferentes momentos importantes, ao longo de cinco séculos, desde a fundação do Colégio de São Paulo, pelos Jesuítas, até a formação da metrópole.

As interpretações artísticas realizadas pelos atores podem ser ouvidas individualmente pelo celular de cada interessado.

Para acessar o conteúdo em áudio a pessoa deverá utilizar um leitor de QR Code, disponível no aparelho ou em aplicativos gratuitos para os sistemas operacionais iOS e Android (Facebook contem um leitor de QR Code).

Uma placa acrílica foi afixada diante de cada edificação, com o código específico, que dá acesso ao conteúdo que conta os aspectos da vida, obra e contexto histórico relacionado a cada figura em destaque.

QR Code

Desta forma, uma estátua, por exemplo, relata como era a vida, o dia a dia na cidade de São Paulo; como se deram fatos relevantes que mudaram os destinos dos paulistanos; ou qual era visão de personagens sobre processos sociais e culturais do qual eles fizeram parte.

Sempre em primeira pessoa, os personagens em destaque têm a oportunidade de contextualizar e explicar aspectos políticos, sociais, e geográficos determinantes para o desenvolvimento de São Paulo.

Desenvolvido pela Som S/A, Cidade Que Fala recebeu a orientação de especialistas da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo.

O projeto ganhou destaque na edição do SP1 da Globo em São Paulo. Confira aqui.

Em sua primeira fase, foram produzidos QR Code com textos específicos na voz de 21 personagens abaixo. Confira!

ESCULTURAS

Mãe Preta
Local: Largo do Paissandu
Personagem: Mucama relembra as amas de leite no período da escravidão. Conta um pouco da história do largo do Paissandu, com a temática do circo.

O Menino e o Peixe
Local: Parque da Luz
Personagem: Menino conta a história do Parque da Luz na década de 1910, quando foi “morar” no parque. Ele fala sobre as pessoas que chegavam a SP (imigrantes e migrantes) pela Eestação da Luz.

Glória Imortal (escultura no Pátio do Colégio)
Local: Pátio do Colégio
Personagem: Padre Manoel da Nóbrega fala sobre a construção do Colégio São Paulo, marco da fundação da cidade. Ele comenta sobre o modo de vida dos índios que viviam na região.

Adoniran Barbosa
Local: Praça Dom Orione
Personagem: Adoniran Barbosa comenta a característica do Bixiga, berço do samba paulistano e também bairro reconhecido por seus imigrantes italianos.

Monumento aos 50 anos da Imigração Lituana
Local: Praça República Lituana
Personagem: Imigrante lituano contando sobre a chegada em SP e a relação com a Igreja São José de Vila Zelina.

Contando a Féria
Local: Praça João Mendes
PERSONAGEM: Criança conta sobre as condições de trabalho do início do século XX, o trabalho dos engraxates e jornaleiros e a relação com o local em que a obra está inserida, que era o ponto de encontro destes jovens trabalhadores.

Monumento à Independência
Local: Parque da Independência
Personagem: Dom Pedro I fala sobre o local onde teria proclamado a independência em 1822.

Marco Zero
Local: Praça da Sé
Personagem: O jornalista Américo R. Neto, membro da Associação Paulista de Boas Estradas, conta sobre a proposta de se retomar a ideia de um marco zero para a cidade. Ele falando no triângulo histórico e explica a importância da área onde se originou a cidade.

Mãe
Local: Parque Buenos Aires
Personagem: Uma mulher contando sobre a história do Parque Buenos Aires e, consequentemente, do bairro de Higienópolis (um dos primeiros planejados da cidade), e a relação da obra com o local que foi apelidado de “Praça das Mães” onde babás e mães brincam com as crianças.

Joaquim Eugênio Lima
Local: Parque Trianon
Personagem: Joaquim Eugênio Lima fala sobre a idealização e a construção da Av. Paulista.

Carolina Ribeiro
Local: Praça da República
Personagem: Carolina Ribeiro conta sobre o período em que foi diretora da escola Caetano de Campos e como era a praça da República.

EDIFÍCIOS

Igreja de São Miguel
Local: Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra
Personagem: Jesuíta fala um pouco do porquê da construção da capela e que hoje a região abriga vários migrantes.

Pilares da Marquise do Parque Ibirapuera
Local: Av. Pedro Álvares Cabral
Personagem: Manequinho Lopes conta a história do Parque Ibirapuera.

Mercado Santo Amaro
Local: Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes, 434
Personagem: Imigrante Alemão fala sobre a visão da cidade e seus habitantes no século XIX.

Estação Brás e Largo da Concórdia
Local: Largo da Concórdia
Personagem: José Brás, um português dono de terras, conta que mandou construir a capela do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, a matriz do bairro. Ele diz que a capelinha, demolida em 1904, foi substituída pela atual igreja do Brás.

Igreja Rosário dos Homens Pretos da Penha
Local: Largo do Rosário, s/n
Personagem: Um morador conta como era uma congada feita pelos escravos ligados à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário na metade do século XVIII. Ele diz que homens brancos acudiam aos arredores da Igreja para assistir às tradicionais festas de Congos.

Museu da Imigração
Local: Rua Visconde de Parnaíba, 1316
Personagem: Um imigrante conta sobre as promessas que ouviu na Itália sobre a vida no Brasil e sua decepção quando aqui chegou. Ele diz que mudou seus planos para conseguir sobreviver.

Igreja Nossa Senhora do Ó
Local: Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, s/n
Personagem: O bandeirante Manuel Preto conta como era a aldeia de índios próxima a Piratininga onde hoje se situa a igreja. Ele diz que em 1618 mandou construir uma capela que foi a primeira de uma série de construções religiosas no mesmo local.

Casa do Sertanista / Casa Bandeirista
Local: Praça Ênio Barbato, s/n – Rua Iguatemi, 1-47
Personagem: O português Alfonso Sardinha conta que mandou construir a casa em terras conhecidas como Uvatantan, que em tupi guarani significa “terra duríssima”. Ele diz que hoje a região é conhecida como Butantã e explica que a casa é um remanescente das construções paulistanas do período colonial, conhecidas pela arquitetura marcante da época, com paredes feitas de taipa de pilão e pé-direito alto.

Mercado da Lapa
Local: Rua Herbart, 47
Personagem: Repórter de rádio conta como foi a inauguração do mercado, no dia do suicídio de Getúlio Vargas, em 24/8/1954. Ele diz que o foguetório de inauguração foi cancelado por causa do luto e que os Europeus eram maioria entre os donos dos primeiros boxes.

Instituto Oscar Freire
Local: Rua Teodoro Sampaio – Pacaembu
Personagem: Dr. Arnaldo conta sobre a realidade brasileira na área de saúde no começo do Século XX. Ele diz que a República foi instalada no Brasil logo que chegou a São Paulo após formar-se médico na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e conta um pouco sobre porque se tornou um médico reverenciado na cidade.

By |2018-08-30T16:07:02+00:00quinta-feira, 30 agosto 2018|News|0 Comments

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